segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cotidi-ano.

Despertador toca: preciso levantar, mais um dia me espera. Levanto, lavo meu rosto, troco de roupa, tomo café, escovo meus dentes e vou. Ponho meus pés na rua. O sol e o céu azul vêm juntos me dar bom dia! À caminho da escola, encontro pessoas seguindo seu temido cotidiano. De moto, ou de carro, não importa... eu as encontro quase sempre no mesmo horário, e sem conhecê-las, elas passam a ser conhecidas, pelo fato de vê-las todos os dias. Elas não sabem quem eu sou, mas eu sem quem elas são. Elas são pessoas comuns, seguindo a sua rotina semanal. Olho para meus pés. Meu passos estão sempre alinhados, na mesma direção. Às vezes em caminhos diferentes, mas, sempre no mesmo sentido com o mesmo rumo. Um ritmo diferente. Às vezes estão lentos, ou com pressa. Às vezes estão normais. Deparo-me com pessoas desconhecidas, porém, educadas. Elas me dão bom dia sem ao menos me conhecer. Gentileza? É raro encontrar hoje em dia. Dou bom dia à elas também. Continuo caminhando. Em algumas encruzilhadas, paro até que possa continuar outra vez, confiando nos passos que estou dando. Há um local em que passo todos os dias que consigo olhar pra mim mesma para saber como estou. Sim, é apenas um reflexo. O espelho não pode refletir algo que ninguém pode ver, além de minha imagem. Enfim, cumpro todas as metas para esse dia. Ao chegar da noite, descanso, para que no dia seguinte eu possa fazer com que o dia de amanhã seja diferente do dia de hoje. Os dias podem até parecer ser todos iguais, mas, se você quiser, ele pode ser diferente, com um simples bom dia, ou até mesmo um sorriso.

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